Há pouco tempo, encontrei minha querida amiga Carolina A. Silva, numa rápida conversa, ela fez um comentário que me mobilizou bastante, ela afirmou que “Individuação doí”. Saí daquele encontro com essas palavras …”individuação dói”.

De fato, a individuação é um processo que pode ser marcado por fortes angústias e, por isso mesmo, é associado a “crise da meia idade”.  Mas, para entendermos um pouco melhor essa “crise de individuação” ou a “dor de individuação” eu gostaria de usar uma experiência pessoal como metáfora.

Quando era pré-adolescente com meus 11 ou 12 anos, eu tive uma leve fratura no tornozelo e precisei engessar, bem, eu não era uma criança não muito "ortodoxa", assim, fiquei duas semanas com o gesso, chegando a véspera do dia que eu deveria retirar o gesso, eu optei em ir para a garagem da minha casa, enfiei o pé balde d’água e cortei o gesso. O problema foi quando eu coloquei o pé no chão, não conseguia firmar o pé, sentia um pouco de dor, e como se estivesse sem força, como se não conseguisse controlar meu pé. Durante um tempo pensei que era tinha errado, que deveria esperado mais um dia, fiquei com medo do que meu pai diria, foi um turbilhão de pensamentos, sentimentos e e sensação de dor.

Mas, com o passar das horas, com o exercício de tentar pisar. Enfim, "tomei posse" do meu pé. Essa experiência foi muito angustiante.

Acredito que essa experiência pode nos ajudar bastante a compreender nosso tema. Pois, quando falamos em processo de individuação falamos num redimensionamento da persona, no confronto e assimilação da sombra, integração da anima/us e constelação do self. Todo esse processo tomar consciência da persona e confronto com a sombra nos conduz ao conhecimento do que sou, do faço, do que vivo. Por analogia, a crise de individuação se inicia a tomada de consciência do gesso ou da vida engessada. Se por um lado o gesso protege,  por outro ele limita, tira os movimentos.

A dor da individuação começa quando nos damos conta da irrealidade em que vivemos. Quando nos damos conta que precisamos respirar, nos mover, ser. Tão difícil quanto reconhecer o gesso é retira-lo, pois, exige muito esforço. É preciso corta-lo, não dá apenas para flexibiliza-lo.

Quando retiramos o gesso, nos deparamos com uma outra realidade. O membro não “obedece”, não tem força, como se não fosse “nosso”. Ao mesmo tempo, temos a experiência de amplitude e liberdade vem o receio, estranheza… Abrindo as portas para a possibilidade das possibilidades. Acredito que essa seja uma metáfora possível para o encontro com a anima.

Quando pensamos em individuação, estamos falando de um processo de tornar-se indivisível, isto é, um processo de integração total do individuo. Essa integração implica em reconhecer que estou invariavelmente e intrinsecamente relacionado com o mundo (que muitas vezes, nós vemos, mas, não enxergamos) e por outro lado, estou profundamente enraizado em “mim mesmo”. Assim como uma árvore é nutrida pela Terra, o “eu” é nutrido pela “Self”. Note que eu não usei solo, mas, sim Terra. Pois, eu me refiro ao planeta, pois, uma árvore precisa mais do que apenas solo para crescer, precisa da chuva, precisa do ar, dos ciclos das estações do planeta em torno do sol. Da mesma forma, o Self está para muito além da compreensão individual, pois, o Self representa o potencial universal de nos tornarmos o nosso melhor, de nos tornarmos únicos.

Quando nascemos temos todo o potencial para nos tornarmos humanos. Isto é, viver como humanos, falar como humanos, nos relacionar como humanos, amar como humanos etc… no geral, a cultura nos torna humanos, molda nossa linguagem, molda a forma de nos relacionar, molda nossa moral e a forma de ser no mundo. Tudo isto é dado pela cultura. No “processo de individuação” não somos mais lançados na humanidade, mas, sim, podemos assumir a nossa humanidade e o potencial de ser “além do homem”, saindo do genérico para o único.

A individuação dói por ser um novo nascimento. Dói porque é um “libertar-se” de um gesso existencial. Dói o processo de integração e de tornar-se si-mesmo, isso implica em fazer escolhas e assumir a responsabilidade pela vida. A temática do “novo nascimento” ou “renascimento” indica exatamente o processo de individuação. Vejamos, um pouco desta esta dinâmica arquetípica

Dimensão arquetípica do renascimento.

Para pensarmos o renascimento ou novo nascimento, vamos usar para referência duas tradições que nos são próximas a cristã e a afrobrasileira, do candomblé.

Assim, na tradição cristã, um dialogo que excepcionalmente interessante em nosso contexto,

Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo".
Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer! "
Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito.
O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito.
Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo.
João 3:3-7 (NVI)

Na tradição cristã, esse dialogo se constitui fundamental para se compreender a conversão(metanóia) que tem como principal marco o batismo, o novo nascimento, que vai abrir as portas para o “reino de Deus”. Apesar de todas as denominações cristãs reconhecerem a importância do batismo, cada um atribui um significado para o rito, que segundo algumas tradições simboliza a morte do velho homem e o nascimento do novo homem em Cristo.

Assim, novo nascimento ou nascimento espiritual indica simbolicamente a integração do individuo a uma realidade superior, uma integração com Deus, o homem deixa de ser criatura para ser filho. Uma vez que este passa a ser filho de Deus, podendo assim, também, participar da comunidade cristã, isto é, da Igreja de Cristo.

Por outro lado, na tradição afro-brasileira do candomblé, temos uma referência similar, pois, a iniciação não só integra o individuo ao “povo-de-santo” ou “família-de-santo”.

A iniciação, cumprindo a formalização do contrato entre individuo e divindade, marca diacriticamente o ser social em formação, uma vez que a relação estabelecida é única e individualizada. (…)

Isto se refere as etapas preliminares da “lavagem de contas”, o recebimento do colar sacralizado cujas contas são da cor da insígnia do seu orixá, ou a rituais como o bori, cerimônia mais complexa destinada a reforçar a cabeça do iniciante, que supõe um período de recolhimento e descanso do corpo, e ainda ao “assentamento do santo” quando é construída ritualmente uma representação e são sacralizados objetos que representam o orixá associado ao fiel.

Entendemos que a construção social da pessoa no candomblé expressa, dessa forma, tanto o processo de individuação como o de integração social. (BARROS e TEIXEIRA, 2000, p.110-112)

No candomblé a iniciação é um processo longo, onde tudo na vida do iniciado será mudado, inclusive seu nome como será conhecido pelo povo-de-santo. Devemos observar que na iniciação do candomblé o fiel e passará a ter uma série de obrigações com seu orixá e com a casa onde ele passará a pertencer.

Tanto no cristianismo como no candomblé o novo nascimento no desenvolvimento de uma relação vertical ( isto é, com a divindade) e uma relação horizontal (com a comunidade dos fiéis). Acredito que esses dois elementos – a relação com o divino e com o social – são fundamentais, pois, implicam numa mudança ou transformação da atitude do individuo tanto em sua intimidade (na relação com o divino) quanto no aspecto público. No candomblé isso é ainda mais visível, pois, após a iniciação o yàwó deve respeitar uma série de restrições alimentares, sexuais, da cor da roupa. Ao devoto as mudanças ou a transformação que ele atravessa pode não ser interpretada de como sofrimento, dado o significado interior, contudo, para quem não participa desse símbolo, percebe há um sofrimento envolvido. Por outro lado, no cristianismo, não é sem razão que Cristo afirma "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Mt 16:24

Destaquei, esses dois ritos ou símbolos do cristianismo e do candomblé. Justamente porque em nossa cultura brasileira somos atravessados por essas duas matrizes. Conscientemente, somos cristãos, agimos, sentimos, pensamos como cristãos. Contudo, inconscientemente, estamos irremediavelmente imbuídos da tradição negra (ou vice-versa) Mesmo que nunca tenhamos pisado ou sonhado em pisar num terreiro, a força e o ímpeto negro de preservar sua identidade cultural (que formou candomblé) chega até nós através de nossa música, literatura, nossa língua, nossa culinária, nossas festas. E, até mesmo, na forma como cultuamos no cristianismo. Somos atravessados pelo sincretismo.

Vida Significativa e Vida Simulada

No contexto das religiões citadas, o batismo e a feitura de cabeça são rituais de passagem de uma vida profana, vulgar para uma vida significativa, espiritual em contato com uma realidade maior. Onde tudo é significativo.

No contexto do processo de individuação saimos de uma vida simulada, isto é, uma vida falseada seja pelos medos, seja pelas exigências externas – o “ter que agradar os outros” – para um vida significativa, onde, o individuo está inteiro em cada ação. Esta integração abrange tanto a relação do individuo consigo mesmo quanto a relação com o mundo externo, sendo marcada por uma profunda coerência.

O processo de individuação não termina. É uma constante. Escolher muitas vezes gera angústia. E, isso dói. Contudo, a dor, a tristeza, o medo e a saudade fazem parte da vida. A diferença que quando falamos de individuação, falamos em atravessar a dor e não em ficar presos na mesma, são apenas momentos existênciais, que já não podem ser negados.

Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro

(Renato Russo, L´Aventura)

Referências bibliográficas

BARROS, José Flávio Pessoa de; TEIXEIRA, Maria Lina Leão. O código do corpo: inscrições e marcas dos orixás. In: MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de (org.).Candomblé:religião do corpo e da alma: tipos psicológicos nas religiões afro-brasileiras. Rio de Janeiro: Pallas, p. 103-38, 2000

Nota : Apesar de não ter feito uma citação explicita, indico sobre o candomblé o blog “Candomblé – o mundo dos Orixás” http://ocandomble.wordpress.com/  , do qual sou leitor e admirador. Lá você poderá encontrar informações excelentes acerca desta religião.

 

 

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da “International Association for Jungian Studies”(IAJS). Professor de Psicologia na Unes/Cachoeiro de Itapemirim. Membro do CPPC. Atua em consultório particular em Vitória,ES desde 2003.

Contato: 27 – 9316-6985

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Twitter:@FabricioMoraes

Finalmente,  eu assisti o filme mais comentado nas comunidades junguianas nos últimos tempos “Um Método Perigoso” de David Cronenberg. Gostaria de fazer um comentário geral, sem me apegar a detalhes da narrativa.(fazendo assim, spoilers)

Um Método Perigoso : fotoO filme tem o mérito inegável de uma excelente fotografia, com paisagens lindas, uma caracterização impecável dos personagens, especialmente dos secundários, como Bleuler, Gross,  Ferenczi. Foi feito um trabalho realmente fabuloso. Mas, especificamente do triangulo sobre o qual a história se desenvolve acho que devo comentar individualmente.

Sobre Freud, de Viggo Mortensen, ficou bem caracterizado, um trabalho excelente de Mortensen, contudo, na minha opinião, Freud pareceu apenas “alguns anos” mais velho que Jung – quando na verdade a diferença era de 20 anos, sei que pode parecer um “excesso” de detalhismo, mas, a diferença de idade foi fundamental para o estabelecimento da relação de respeito e “autoridade” com Jung.

Acerca de Sabina Spielrein… confesso que fiquei profundamente incomodado. A Keira Knightley fez uma interpretação que me pareceu tão caricata, com caras e bocas, ao longo de todo o filme. Se considerarmos que o filme aponta acontecimentos de um período de quase 10 anos. Sabina foi internada em 1904, obteve alta cerca de 1905. Cursou medicina, período no qual teve o envolvimento com Jung, mesmo no final desse período, cerca de 5 anos após sua internação, a Sabina Spielrein de Knightley continua se estivesse acabado de sair da internação. Mas, porque isso me incomodou? Justamente, porque Sabina se tornou uma mulher importante no meio psicanalítico, como o próprio filme indica, e, por outro lado,

Spielrein se apresentara a Freud em 11 de outubro de 1911, e tinha começado a freqüentar seus seminários depois de ter se transferido para Berlim. E, em 25 de novembro de 1911, na presença de 18 membros, entre os quais Freud, Federn, Rank, Sachs, Stekel e Tausk, explica numa conferência as suas idéias sobre o instinto de morte. (…) Um dia depois, Freud comunicava a Jung as suas impressões: “Sabina Spielrein  leu  ontem um capitulo do seu trabalho, (…) ao que se seguiu uma discussão instrutiva. Vieram-me à mente algumas formulações contra seu (…) modo de trabalhar com a mitologia, que também expus a jovem Spielrein. do resto, ela é verdadeiramente talentosa, eu começo a entender…(CAROTENUTO, 1984, p. 35-6)

Seria difícil uma mulher conseguir o respeito da sociedade psicanalítica de Viena fazendo caras e bocas. Enfim, fiquei decepcionado com atuação da Keira Knightley, pois, mais, que “amante doente” de Jung, Sabina Spielrein foi uma mulher que sofreu, superou e influenciou de uma forma direta ou indireta dois dos maiores gênios do século XX. Acredito que o filme “Jornada da Alma” (2003) fez mais justiça a Sabina Spielrein que este.

O Carl Gustav Jung de Michael Fassbender ficou bem caracterizado, mas, vale lembrar que Jung possuia um porte um tanto quanto “avantajado”, entre os amigos tinha o apelido de “barril”, e a diferença de altura entre Jung e Freud era tamanha que na foto do Congresso de Psicanálise de 1911, Freud pediu um banco para subir para não ficar abaixo de Jung. Mas, certamente, esse primeiro aspecto não influi em nada, é apenas uma curiosidade. O segundo, por outro lado, chamou muita atenção: o Jung de Fassbender me pareceu profundamente inseguro. Não podemos perder de vista que antes de conhecer Freud, Jung já era assistente do Dr. Bleuler, privatdozent da Faculdade de Medicina de Zurique (1905-1913), palestrante oficial do Hospital Burgholzli.  Jung era altivo e orgulhoso, seria estranho Freud confiar o “futuro” do movimento psicanalítico a um homem confuso e inseguro como o Jung de Fassbander.

Faço esses comentários não para desmerecer o filme, mas, para lembrar que um filme, por mais bem intencionado, não faria justiça aos personagens históricos que o inspiraram. E, assim, devemos buscar estudar e conhecer mais esses personagens de modo a “completar” em nós mesmos a lacuna deixada pelo filme, que é apenas um vislumbre desses nomes.

Apesar desses comentários, os fatos históricos foram retratados de forma bem fiel, como as 13 horas do primeiro encontro, a viagem aos EUA, a crise de síncope, alguns diálogos relatados no Memórias, Sonhos e Reflexões, a troca de cartas (pois, boa parte da relação deles foi epistolar e não presencial),  buscando fazer um retrato o mais fiel possível da relação de Freud e Jung.

Assim, por conhecer a história, o filme não me impressionou, certamente foi incomparavelmente melhor ao antecessor “Jornada da Alma” (The Soul Keeper) de 2003. Mas, acredito que para quem nunca estudou a história do movimento psicanalítico, o filme apresenta um belo retrato daquele momento, instigando espectador buscar maiores informações acerca dos primórdios das abordagens do inconsciente.

Vale a pena ser visto, como um primeiro passo nessa jornada de estudo.

Referências Bibliográficas

CAROTENUTO, Aldo (org.). Diário de Uma Secreta Simetria. RJ: Paz e Terra,. 1984.

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da “International Association for Jungian Studies”(IAJS). Professor de Psicologia na Unes/Cachoeiro de Itapemirim. Membro do CPPC. Atua em consultório particular em Vitória,ES desde 2003.

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Retorno da Biblioteca do Blog

Prezados,

No último dia 23 de abril, finalizamos a biblioteca compartilhada no Dropbox, pois,  onde alguém apagou os arquivos. Assim, encerramos as atividade no dropbox. Optei por não abrir nova conta em outro tipo de serviço de compartilhamento de arquivos por achar que muitos teriam dificuldades.

Dessa forma, optei por recriar a biblioteca do blog, utilizando um outro local de alojamento dos arquivos evitando os possíveis problemas  que me levaram a retirar a biblioteca anteriormente.  Assim, das cinzas da biblioteca junguiana compartilhada, nossa biblioteca ressurge e alça vôo na esperança de contribuir com os estudos de todos!

Nossa biblioteca é composta por material encontrado gratuitamente na internet, sendo composta de 86 arquivos, divididos em:

Livros de Jung

Livros de autores Junguianos

Livros de Mitologia.

Livros de Interesse aos junguianos

Textos

Teses e dissertações.

Peço a todos que dêem uma atenção super especial a parte de Teses e Dissertações! Pois, representam a produção acadêmica junguiana nacional! É muito importante conhecermos, lermos e divulgarmos esses trabalhos!!!

Espero que possamos juntos contribuir para o desenvolvimento da psicologia analítica.

Visitem : www.psicologiaanalitica.wordpress.com/biblioteca/

Abraços

Fabrício Moraes

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da “International Association for Jungian Studies”(IAJS). Professor de Psicologia na Unes/Cachoeiro de Itapemirim. Membro do CPPC. Atua em consultório particular em Vitória,ES desde 2003.

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Prezados,

Hoje tive a noticia que alguém apagou todos os arquivos da biblioteca junguiana compartilha. Não sei por maldade ou por ingenuidade (alguém pode ter baixado o aplicativo do dropbox e, ter movido para o computador todos os arquivos sem perceber o dano causado). 

Desde o inicio eu sabia que corríamos o risco de acontecer, mas, acreditei que poderia durar mais tempo até o fim dessa experiência (30 de janeiro 2012 – 23 de abril de 2012), confiando no uso responsável desse bem comum.

Estou estudando uma possibilidade para o compartilhamento dos arquivos. Assim, não irei recarregar os arquivos no dropbox. Agradeço aos amigos que contribuiram cedendo arquivos.

Atenciosamente,

Fabrício Moraes

 

 

(Agradeço a G.O. por sua participação no insight que me trouxe a este post. Sucesso!)

O Sapateiro e os Duendes

Era uma vez um sapateiro que trabalhava duro e era muito honesto. Mas nem assim ele conseguia ganhar o suficiente para sobreviver. Até que, finalmente, tudo que ele tinha no mundo se foi, exceto a quantidade de couro exata para ele fazer um par de sapatos. Ele os cortou e deixou preparados para montar no dia seguinte, pretendendo acordar de manhã bem cedo para trabalhar. Apesar de todas as dificuldades, tinha a consciência limpa e o coração leve, por isso foi tranquilamente para a cama deixando seus problemas aos cuidados dos céus, e adormeceu. De manhã cedo, depois de dizer suas orações, preparava-se para fazer seu trabalho, quando, para seu grande espanto, ali estava os sapatos já prontos, sobre a mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou pensar sobre aquele estranho acontecimento. Examinou o acabamento: não havia sequer um ponto falso no serviço todo e era tão bem-feito e preciso que parecia uma perfeita obra de arte.

Naquele mesmo dia apareceu um cliente e os sapatos agradaram-lhe tanto, que teria pago um preço muito acima do normal por eles; e o pobre sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para fazer mais dois pares. Naquela noite cortou o couro e não foi para a cama tarde porque pretendia acordar e começar cedo o trabalho no dia seguinte: mas foi-lhe poupado todo o trabalho, pois quando acordou, pela manhã, o trabalho já estava feito e acabado. Vieram então compradores que pagaram generosamente por seus produtos, de modo que ele pôde comprar couro suficiente para mais quatro pares. Ele novamente cortou o couro à noite, e encontrou o serviço acabado pela manhã, como antes; e assim foi durante algum tempo: o que era deixado preparado à noite estava sempre pronto ao nascer do dia, e o bom homem prosperou novamente.

Certa noite, perto do natal, quando ele e a mulher estavam sentados perto do fogo conversando, ele lhe disse:

-" Gostaria de ficar observando esta noite para ver quem vem fazer o trabalho por mim."

A esposa gostou da idéia. Eles deixaram, então, uma lâmpada ardendo e se esconderam no canto do quarto, por trás de uma cortina, para observar o que iría acontecer. Quando deu a meia noite, apareceram dois anõezinhos nus que se sentaram na bancada do sapateiro, pegaram o couro cortado e começariam a preguear com seus dedinhos, costurando, martelando e remendando com tal rapidez que deixaram o sapateiro boquiaberto de admiração; o sapateiro não conseguia despregar os olhos do que via. E assim prosseguiram no trabalho até terminá-lo, deixando os sapatos prontos para o uso em cima da mesa. Isto foi muito antes do sol nascer; logo depois eles sumiram depressa como um raio.

No dia seguinte, a esposa disse ao sapateiro:

- "Esses homenzinhos nos deixaram ricos e devemos ser gratos a eles, prestando-lhes algum serviço em troca. Fico muito chateada em vê-los correndo para cá e para lá como eles fazem, sem nada para cobrir as costas e protegê-los do frio. Sabe do que mais vou fazer uma camisa para um, e um casaco, e um colete, e um par de calças em troca; você fará para cada um deles um sapatinho".

A idéia muito agradou o bom sapateiro e, certa noite, quando todas as coisas estavam prontas, ele as puseram sobre a mesa em lugar das peças de trabalho que costumavam deixar cortadas e foram se esconder para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, os anões apareceram e iam sentar-se para fazer o seu trabalho, como de costume, quando viram as roupas colocadas para eles, o que os deixou alegres e muito satisfeitos. Vestiram-se, então, num piscar de olhos, dançaram, deram cambalhotas e saltitaram na maior alegria até que finalmente saíram, dançando pela porta para o gramado, e o sapateiro nunca mais os viu: mas enquanto viveu, tudo correu bem para ele desde aquela época.

Retirado de http://www.aterp.com.br/o-sapateiro-e-os-duendes.htm

 

Para mim esse conto é muito especial, pois, sempre que o leio eu vejo a compreensão junguiana acerca da relação com o inconsciente. Isso porque uma das principais características dos junguianos é a confiança no inconsciente. É a confiança no princípio autorregulador da psique.

Nesse conto, eu vejo no velho sapateiro honesto um belo exemplo ego e da consciência, que em sua ação cotidiana e diurna possui limites naturais, pois, o ego e a consciência por si mesmos não são autossuficientes. Devemos notar que nesse conto não indica uma atitude neurótica, pois, o velho sapateiro “trabalhava duro e era muito honesto”  e “Apesar de todas as dificuldades, tinha a consciência limpa e o coração leve, por isso foi tranquilamente para a cama deixando seus problemas aos cuidados dos céus”.

Por outro lado, a noite é representação mais propícia do mergulho no inconsciente, caracterizada pelo sono. No conto, quando o sapateiro desperta, faz suas orações, e ele descobre um par de sapatos, produzidos naquela noite. Assim, como os sonhos são produtos ou presentes dados a consciência pelo inconsciente.

De aberto a colaboração do desconhecido (=inconsciente) o sapateiro continua realizado seu trabalho e acolhendo e utilizando da melhor forma os sapatos que recebe, de forma, a se enriquecer ou poder prosperar. Aceitar e se permitir a relação com o inconsciente possibilita o enriquecimento simbólico/energético da consciência, estruturando e vitalizando o ego.   

A esse respeito, Jung nos diz algo bem interessante,

Quando conseguimos estabelecer a função denominada fun­ção transcendente, suprime-se a desunião com o inconsciente e então o seu lado favorável nos sorri. A partir desse momento, o inconsciente nos dá todo o apoio e estímulo que uma natu­reza bondosa pode dar ao homem em generosa abundância. O inconsciente encerra possibilidades inacessíveis ao conscien­te, pois dispõe de todos os conteúdos subliminais (que estão no limiar da consciência), de tudo quanto foi esquecido, tudo o que passou despercebido, além de contar com a sabedoria da experiência de incontáveis milênios, depositada em suas estruturas arquetípicas.

O inconsciente está em constante atividade, e vai combi­nando os seus conteúdos de forma a determinar o futuro. Pro­duz combinações subliminais prospectivas, tanto quanto o nosso consciente; só que elas superam de longe, em finura e alcance, as combinações conscientes. Podemos confiar ao inconsciente a condução do homem quando este é capaz de resistir à sua sedução.(JUNG, 2001, p. 106)

A última frase de Jung é especialmente interessante “Podemos confiar ao inconsciente a condução do homem quando este é capaz de resistir à sua sedução” . Vejamos no conto, na véspera do natal, o sapateiro e sua esposa se escondem para ver o que acontecia na oficina, ficando surpresos com os dois duendes nus, que faziam tão primoroso trabalho. É importante notar que o fato deles estarem nus, indica que eles era seres próprios da natureza. Frente aquela cena o pensamento deles é “recompensar”, “presentear” com roupas aqueles seres fantáticos. Isso é resistir a tentação.  Eles não pensaram em explorar ou dominar aquelas criaturas, se guiando pela riqueza que eles poderiam ter com os duendes.

Mas, eles optaram por respeitar os duendes oferencendo presentes, roupas. As quais os duendes vestem, brincam e voltam para a noite, sem perder suas características. Estabelecendo um acordo respeitoso. A relação com o inconsciente para ser frutifera precisa ser equilibrada, compreendo o que o inconsciente nos diz, percebendo suas formações de forma objetiva – como os duendes. Jung afirma que , 

Um dos requisitos essenciais do processo de confrontação é que se leve a sério o lado oposto. Somente deste modo é que os fatores reguladores poderão ter alguma influência em nossas ações. Tomá-lo a sério não significa tomá-lo ao pé da letra, mas conceder um crédito de confiança ao inconsciente, proporcionando-lhe, assim, a possibilidade de cooperar com a consciência, em vez de perturbá-la automaticamente. 
A confrontação, portanto, não justifica apenas o ponto de vista do ego, mas confere igual autoridade ao inconsciente. A confrontação é conduzida a partir do ego, embora deixando que o inconsciente também fale — audiatur et altera pars [ouça-se também a outra parte]. (JUNG, 2000, p.20-1)

Esse aspecto de respeitar o inconsciente e suas “mensagens” é fundamental. Muitas vezes, sonhamos ou mesmo somatizamos e afirmamos “Ah! Eu estou apenas somatizando”, como se a somatização fosse uma produção do Ego ou como se a somatização não estivesse dizendo nada! Um dos maiores perigos que corremos é de cometermos a “apropriação indébita” das produções do inconscientes, creditando-as ao Ego. Em outras palavras, seria mais adequado dizer “eu recebi um sonho” e não “Eu sonhei”. Pois, somente com a devida atenção podemos garantir o distanciamento ou objetividade necessárias para lidar respeitosamente com o inconsciente. Essa relação gera um equilibrio saudável, uma sensação de integridade ou “inteireza”. É justamente, como o conto nos narra, “sapateiro nunca mais os viu: mas enquanto viveu, tudo correu bem para ele desde aquela época”.

A confiar no inconsciente é confiar na potencia de vida que reside no interior de cada um nós, que mesmo em meio a dor e ao sofrimento, busca o desenvolvimento e o   amadurecimento.

Rerefências Bibliográficas

JUNG, C.G. Psicologia do Inconsciente, Vozes: Petrópolis, 2001

_________. A Natureza da Psique. Petrópolis: Vozes, 5. Ed. 2000.

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da “International Association for Jungian Studies”(IAJS). Professor de Psicologia na Unes/Cachoeiro de Itapemirim. Membro do CPPC. Atua em consultório particular em Vitória,ES desde 2003.

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A Psicologia Junguiana entra no Hospital: Diálogos entre 
Corpo e Psique

Prezados,

Hoje eu recebi, no facebook, a informação acerca do lançamento do livro “A psicologia Junguiana entra no hospital: Dialogos entre Corpo e Psique” acho muito importante a divulgação de novos trabalhos e, especialmente, trabalhos que possam ser referência não só para os junguianos, pois, durante muito tempo, os autores junguianos produziram trabalhos excelentes mas, com títulos simbólicos “demais”, de forma a serem conhecidos apenas no meio junguiano.

Assim, parabenizo as autoras Sandra Fernandes de Amorim e Fernanda Aprile Bilotta por este trabalho.

Confesso que ao ver este livro, me bateu uma nostalgia, pois, tenho o orgulho de ter participado,  no inicio da década passada, entre 2000-2002, do Programa de Extensão PortasApoio Psicológico ao Paciente Renal Crônico(www.portas.ufes.br ), onde desenvolviamos justamente a psicologia junguiana no contexto hospitalar, sob a supervisão da profa.Dra. Kathy Amorim Marcondes, que desde 1995 faz a diferença no atendimento ao renal crônico no Espirito Santo.

Segue as informações que retirei do site da editora Vetor :

A Psicologia Junguiana entra no Hospital:

Diálogos entre Corpo e Psique

R$54,00

FICHA TÉCNICA

  • Tema: Saúde
    ISBN: 978-85-7585-475-4
    Peso: 285 gramas
    Tamanho: 14 x 21 cm
    Páginas: 232
    Edição: 1ª Edição
    Ano de Publicação: 2012

> RESENHA

No livro A Psicologia Junguiana entra no Hospital, as autoras apresentam algumas contribuições da Psicologia Analítica (Junguiana) na compreensão de certos fenômenos somáticos no campo da saúde e do sentido simbólico e estruturante que estes podem ter para o indivíduo que os vivencia.

Ao ser entendida como símbolo, a doença torna-se uma fonte rica em informações, porque em parte mostra o aspecto objetivo, concreto e consciente, ao passo que, ao mesmo tempo, exprime um significado psicológico profundo, inconsciente de um ser humano.

Quando o profissional da área da saúde e o paciente conseguem compreender que simultaneamente à manifestação orgânica há, no plano psíquico, importantes eventos desencadeadores e até mesmo mantenedores da enfermidade, pode-se corrigir o desenvolvimento unilateral que contribui na manifestação da doença e, desta maneira, se aproximarem da cura ou, ao menos, da melhora na qualidade de vida.

De uma maneira clara, as autoras mostram a possibilidade de entender o ser humano quanto ao seu aspecto biológico, psicológico e espiritual, inserido em um ambiente social. É proposta uma visão unitária entre psique e matéria como constituintes de uma realidade maior.

> SOBRE AS AUTORAS

Sandra Fernandes de Amorim: Psicóloga Clínica e Hospitalar. Mestre em Ciências da Saúde pela UNIFESP-EPM. Especialista em Psicologia Hospitalar pelo HCFMUSP.
Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Docente no curso de Psicologia em instituição de ensino de nível superior. Psicóloga clinica de abordagem analítica.


Fernanda Aprile Bilotta: Psicóloga Clínica e Hospitalar. Doutoranda e Mestre em Psicologia pela PUC-SP. Especialista em Psicologia Hospitalar pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Graduada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou em ONGs como psicóloga hospitalar e educadora. Experiência como docente em instituição de ensino superior e de ensino técnico.

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da “International Association for Jungian Studies”(IAJS). Professor de Psicologia na Unes/Cachoeiro de Itapemirim. Membro do CPPC. Atua em consultório particular em Vitória,ES desde 2003.

Contato: 27 – 9316-6985

e-mail: fabriciomoraes@yahoo.com.br

Twitter:@FabricioMoraes

 

No próximo sábado dia 14/04 teremos o último encontro do “Grupo Papeando com a Psicologia” cujo o tema é “A Psicologia e o Tempo” chegando um importante ciclo para a psicologia capixaba.

O Grupo Papeando começou em 2008 com uma proposta desafiadora: romper as barreiras do “academicismo” e levar a psicologia para próximo da população, “papeando” sobre os temas de interesse geral de forma clara, objetiva, acessível a todos, mas, sem perder o rigor científico. 

Certamente, o Grupo Papeando obteve sucesso nessa empreitada. Sempre fui um admirador do grupo, acompanhando os comentários, divulgando suas atividades, por isso, tenho certeza que deixará saudade.

Assim, só posso dizer

PARABÉNS Angelita, Felipe, Lenita e Marcela!

Vocês marcaram a história da psicologia no Espirito Santo! E, especialmente da Psicologia Junguiana Capixaba! Desejo todo sucesso a vocês!!!

Assim, convido a todos para prestigirarem esse evento, conforme a divulgação por e-mail

Há tempo para começar, tempo para avançar, para expandir, pausar, continuar, mudar… E tempo para terminar. O tempo impõe suas exigências a todo ser vivo e a tudo o que por qualquer um de nós é criado. Com o Grupo Papeando com a Psicologia não poderia ser diferente. Com o tempo, mudamos!

Ao sermos tragados pelo fluxo do tempo encontramos novos interesses, novas obrigações e novas necessidades que exigem a reorganização da vida e das prioridades. É por isso que no dia 14 de Abril de 2012 convidamos você para o nosso último encontro, no qual papearemos sobre ele, o Tempo!

Ao falar sobre A Psicologia e o Tempo, nos propomos a tentar compreender melhor o significado do fator temporal para a nossa existência. Discutiremos a força simbólica da passagem de horas, dias e anos para a definição do que somos como indivíduos e grupos. Abordaremos as muitas representações do tempo – o filosófico, o histórico, o biológico, o psicológico, o cultural, o artístico, o científico, o religioso e o mitológico – e o impacto que elas exercem sobre a nossa percepção da realidade. Avaliaremos como a contagem do tempo influencia nas escolhas que fazemos para a nossa vida, e de como isso pode gerar condições para o desenvolvimento psicológico. Por fim, refletiremos sobre como podemos aprender com o tempo a fluir com o ciclo da vida.

Assim, mais uma vez, esperamos você que sempre nos prestigiou, para que com a foice de Cronos possamos cortar o fio que nos manteve unidos nesses mais de dois anos sob o ritmo de Kairos!

Para ler os artigos introdutórios a este encontro, clique AQUI

Para se inscrever ou obter maiores informações, clique AQUI


"O tempo é a moeda da sua vida. É a única moeda que você tem, e só você pode determinar como ele será gasto. Tenha cuidado para não deixar outras pessoas gastá-lo por você." (Carl Sandburg)

Saudações,

Angelita Corrêa Scardua

 

Abraços ao Grupo Papeando,

Parabéns pelo Sucesso que vocês atingiram

Deste Admirador distante,

Fabrício Moraes

 

 

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Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257)

Psicólogo Clínico de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da “International Association for Jungian Studies”(IAJS). Professor de Psicologia na Unes/Cachoeiro de Itapemirim. Membro do CPPC. Atua em consultório particular em Vitória,ES desde 2003.

Contato: 27 – 9316-6985

e-mail: fabriciomoraes@yahoo.com.br

Twitter:@FabricioMoraes